Segurança eletrônica não é o suficiente

Por Fernanda Silva 4 anos ago
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Quantas vezes já ouvimos: “Por ocasião do assalto, o sistema de CFTV não estava gravando ou mesmo funcionando” “O alarme não funcionou ou mesmo foi burlado por ladrões”“O crachá foi utilizado por outro usuário que não o original” Bem, eu poderia elencar vários exemplos de que a segurança eletrônica requer cuidados, especialmente nas situações em que acreditamos que ela possa substituir profissionais de segurança.

No final da década de 80 e inicio de 90, eram poucas as empresas atuantes no mercado de segurança eletrônica no Brasil, e haviam duas opções: Ou os interessados adquiriam equipamentos nacionais – poucos e de qualidade duvidosa, ou partiam em busca de equipamentos importados, caros e de manutenção pouco acessível. Com a chegada dos Asiáticos, o mercado ganhou equipamentos com preços mais acessíveis – e vários com a mesma qualidade dos até então importados. Grandes fábricas também se instalaram no Brasil ou credenciaram parceiros locais que se encarregaram da produção, resultando na atual fartura de equipamentos para variadas necessidades dos Clientes, e na proliferação de empresas de venda e serviços, que hoje já são mais de 22.000!

Assim, é possível que algumas destas empresas adotem critérios técnicos e racionais, mas a maioria prefere “vender” equipamentos pura e simplesmente, sem se importar com o objetivo final do cliente que é ter a segurança desejada.Mas não há receita de prateleira que garanta a eficiência, quando não há ciência aplicada em um Plano de Segurança abrangente e adequado. Por isso, é comum encontrar residências e prédios com graves equívocos em sua eletrônica,frutos da baixa qualidade profissional ou até da ausência de um plano de segurança.
O emprego da segurança eletrônica deve ser parte de um bom planejamento que avalie seriamente o uso de profissionais de segurança no local a ser protegido. Esta avaliação é necessária porque os sistemas eletrônicos de segurança são capazes de informar e gerar histórico de ocorrências, mas na maioria das vezes não conseguem evitar a consagração e o sucesso dos bandidos, que já contam com a morosidade da Policia no atendimento à ocorrências,com a baixíssima taxa de investigação e sucesso policial no esclarecimento de crimes, e também com a facilidade legal quanto à liberação de criminosos (sem antecedentes, sem flagrante ou especialmente de menores, cada vez mais usados nessas operações).
Assim, o profissional de segurança treinado e com capacidade de reação – armada ou não, ainda é a melhor opção para dissuadir crimes, quando temos um bom plano de segurança. São vários os exemplos de sucesso do profissional de segurança no país inteiro, mesmo que a mídia insista em veicular apenas os insucessos da segurança e o conseqüente sucesso dos marginais.

Para finalizar gostaria de deixar um comentário: Sempre que ocorrem assaltos, alguns policiais dizem: “Os vigilantes são meros fornecedores de armas para bandidos” mas infelizmente se esquecem de mencionar a primeira frase que é dita aos vigilantes quando iniciam suas atividades: “ Em caso de assalto, por favor não reajam pois o banco tem seguro”.

Eurico de O.Filho
Eurico é um profissional renomado, com mais de 25 anos de experiência na área de Segurança, envolvendo proteção executiva, corporativa, patrimonial e Eletrônica. Hoje atua como Security Manager na Proset Sistemas Ltda e colabora periodicamente com o Site da SuHai – Segurança Pessoal.

Categoria:
  Segurança
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